Arquivo do blog

quinta-feira, 30 de março de 2017

10 dicas para seu filho ser comportar na igreja

10 dicas para ajudar seu filho pequeno a se comportar na igreja 
 See more at: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/crianca-se-comportar-na-igreja.html#sthash.0dpnOxeZ.dpuf


Uma das grandes dificuldades de todos os pais é fazer com que seus filhos aprendam a se comportar nos lugares. Principalmente em lugares que requerem silêncio e que eles fiquem quietos. As experiências difíceis (birras, choros, inquietação, etc.) acabam fazendo pais desistirem de participar de certos eventos e de irem a lugares devido ao mau comportamento dos filhos, que os fazem passar vergonha. Na igreja não é diferente! Muitos pais desistem de levar seus filhos à igreja porque têm muitas dificuldades de mantê-los em uma postura que o lugar exige. Mas será que é possível fazer os filhos pequenos se comportarem na igreja? 

Dicas para ajudar seu filho a se comportar na igreja

(1) Comece a ensinar em casa

É em casa que os maiores ensinos que as crianças precisam acontecem. Por isso, converse com seu filho (caso ele já entenda) e fale sobre o que vão fazer. Por exemplo: filho, hoje nós vamos à igreja, vamos orar ao papai do céu, cantar músicas lindas e ouvir o pastor contar algumas historinhas da Bíblia. O papai e a mamãe querem que você se comporte assim…”. Isso já gera na criança uma expectativa de como precisará agir. Ela vai começar a entender aquele ensino mas, claro, seja paciente, pois ela não vai aprender isso logo na primeira vez.

(2) Faça cultos em casa

Muitas crianças não conseguem se comportar na igreja simplesmente porque é um ambiente em que elas não sabem se comportar. É quase um absurdo os pais exigirem algo de uma criança que simplesmente ela não sabe e que não aprendeu. É por isso que a estratégia de fazer um micro culto em casa é muito boa. Faça um culto doméstico parecido com a programação que sua igreja tem, mas com um tempo menor. Coloque música, oração e uma historinha e busque ensinar seu filho a se comportar ali. O objetivo é que a criança acostume e aprenda a se portar. Se sua igreja tiver reunião de oração, é também uma boa forma de ensinar levando seu filho e ensinando-o em um ambiente com menos pessoas.

(3) Não deixe o mau comportamento fazer você desistir

Sim, é chato quando nosso filho faz birra na igreja, chora, se joga no chão, fica querendo andar toda hora. Ficamos envergonhados e pensamos: o que as pessoas vão achar de mim como pai? Mas entenda que muito mais importante do que o que as pessoas vão achar, é você investir no crescimento do seu filho, expondo ele ao aprendizado também na prática. Essas situações revelam para os pais que eles precisam atuar de uma forma mais específica com o filho. Ou seja, fazem parte do aprendizado. Não se preocupe com o que as pessoas pensam. Todos já foram filhos um dia e aqueles que já tem filhos passam por situações parecidas.

(4) Abuse das conversas ao pé do ouvido e lá fora

Se seu filho insiste em se comportar mal na igreja, adote um sistema de advertência e disciplina caso ele insista no mau comportamento. Diante de um comportamento ruim, dê uma advertência ali mesmo, falando ao pé do ouvido. Na negativa dele obedecer, leve-o até um lugar tranquilo (lá fora para não atrapalhar o culto), olhe nos olhos dele e dê a segunda advertência e alerte que, se mais um comportamento errado acontecer, ele sofrerá uma disciplina (que você deve estabelecer qual é e em qual momento irá aplicar).

(5) Seja sábio nas disciplinas impostas

Alguns pais disciplinam os filhos não os levando mais a igreja. Pode isso? Isso está extremamente errado. Tente usar o método do cantinho da disciplina em casa, quando chegarem. Conversem com ele, pontuem os momentos em que se comportou bem, elogie, mas também mostrem o que fez de errado e aplique as disciplinas que prometeu “naquela conversa ao pé do ouvido”. Isso dará peso a sua palavra e fará ele respeitar mais quando você disser algo.

(6) Prepare-se para o culto com seu filho

Você realmente espera que seu filho fique uma hora e meia sentado quietinho, cantando as músicas, orando e ouvindo o pastor pregar? Isso é impossível. Por isso, é preciso que você planeje o culto. Que tal levar uma Bíblia especial para ele, com desenhos? Incentivá-lo a fechar os olhinhos para orar para o papai do céu, orar pertinho dele, falando com ele? Mostrar a ele alegria na hora do louvor, cantarem as músicas, levantar as mãos juntos? Isso fará que seu filho não ache o culto algo chato. Se sua igreja tiver um culto infantil por um tempo durante o culto, ótimo. Incentive-o a participar. Fique atento nas estratégias que seu filho usa para não se comportar. Às vezes, uma simples Bíblia de colorir pode ajudá-lo a ter a atenção preenchida naquele momento.

(7) Ajude ele a fazer as necessidades em casa

Um dos grandes trunfos das crianças é o banheiro. Quando estão entediadas em um lugar logo descobrem que o argumento perfeito para sair é pedir para ir ao banheiro ou beber água. Seja atento, faça seu filho ir ao banheiro antes do culto e leve também uma garrafinha de água ou mesmo leite caso for pequeno ainda. Isso te fará avaliar melhor se o que ele tem é uma vontade real ou apenas uma estratégia para sair.

(8) Crie o hábito de elogiar a igreja

Muitas crianças odeiam ir à igreja porque o que ouvem dos pais são apenas críticas. Criticam no carro e em casa o pastor, o louvor, o tempo do culto, o irmão fulano, etc. Procure elogiar a igreja para seus filhos, para que eles possam ver os pontos positivos. Como ainda não pequenos, eles ainda não têm maturidade suficiente para lidar com os pontos de crítica. Por isso, o melhor é fazê-los enxergar o quão bom é cultuar a Deus (como de fato é).

(9) Seja assíduo em suas participações

Não é incomum que pais que vão à igreja uma vez ao mês queiram que seus filhos, como que magicamente, se comportem e aproveitem o culto. Isso não vai acontecer. A assiduidade é muito importante, pois expõe as crianças a mais oportunidades de aprendizados. Por isso, os pais devem ser mais assíduos, não só porque é bom para eles próprios, mas porque, também, é importante para que seus filhos comecem a amar a obra de Deus, a se sentirem parte dela.

(10) Presenteie o bom comportamento

Métodos de incentivo são muito proveitoso para as crianças. Com eles começa-se a ensinar a meritocracia, ou seja, eles terão coisas quando tiverem mérito e perderão coisas quando não tiverem mérito. Converse com seu filho, identifique algo que ele queira muito e, caso ele se comporte segundo as condições, ele ganhará aquilo. Mas cuidado! O objetivo não é transformar seus filhos em interesseiros, por isso, não dê apenas coisas financeiras. Trabalhe com outros “prêmios” também como um passeio, uma brincadeira que ele gosta muito, etc. O objetivo é premiar o bom comportamento, fazendo-o perceber que o bom comportamento gera bênçãos em nossas vidas.
fonte: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/crianca-se-comportar-na-igreja.html

terça-feira, 28 de março de 2017

O amor acaba?

É possível o amor acabar dentro de um casamento vindo de Deus?


Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta
- See more at: https://www.esbocandoideias.com/2015/10/e-possivel-o-amor-acabar-dentro-de-um-casamento-vindo-de-deus.html#sthash.fzNAGD4a.dpuf

Você Pergunta: sou serva de Deus, casada há cerca de 15 anos. No início do casamento as coisas eram melhores, parecia que havia mais amor, mais demonstração de carinho em nosso relacionamento. Hoje tudo parece frio, gostaria que meu marido fosse diferente, que fizesse algumas coisas por mim que ele não faz. Tudo isso tem feito meu amor acabar. Aliás, talvez meu amor por ele tenha acabado. É possível que o amor acabe dentro de um casamento que nós achávamos que era de Deus para a nossa vida?
Cara leitora, essa sua questão é interessante e, creio, será muito importante publicar essa pergunta e resposta, pois muitos casais tem vivido nessa mesma situação e precisam, urgentemente, de mudanças significativas nessa área do casamento. Precisam entender melhor o que tem acontecido para que voltem a ter casamentos abençoados.

O amor pode acabar dentro de um relacionamento vindo de Deus?

(1) Muitas vezes caímos no erro de achar que o casamento é um organismo que se sustenta por si só, sem qualquer cuidado de nossa parte. Muitos casais no início do casamento tratam a relação como a um filho pequeno, enchem de cuidados, alimentam, zelam por ele. Isso é ótimo. Inclusive, como você, geralmente os casais em crise se lembram do início do casamento com muita saudade, pois viveram momentos de grande alegria nessa fase. Mas com o passar do tempo esses casais parecem achar que o casamento já está bem “grandinho” e que não precisa mais de tantos cuidados. Passam a não zelar tanto por ele, acabam deixando-o sem os cuidados necessários. É nesse momento que o casamento começa a morrer.

(2) Quando seu casamento começou a morrer? Essa é uma pergunta que você precisa refletir e também chamar seu marido a refletir. Ache esse ponto e dialogue com ele a fim de se unirem para restaurar aquilo que está caindo aos pedaços. Isso não é algo fácil, pois, geralmente, os muitos sentimentos negativos e de frustração que foram sendo guardados por muito tempo costumam dificultar as coisas. Mas é necessário. O amor é indestrutível. O que ocorre é que muitas vezes vamos colocando sobre o amor uma série de outros sentimentos pesados e ruins. O amor vai ficando meio que soterrado por eles. Mas o amor está lá. É preciso tirar esses sentimentos ruins de cima do amor, e ele florescerá de forma magnifica e poderosa. Somente com o retorno do cuidado carinhoso do casamento pelos dois cônjuges é que você começará a ver o amor florescendo novamente.
(3) O amor não morre, não acaba. É isso que a Bíblia ensina: “O amor jamais acaba” (1 Coríntios 13:8). Mas pode ser ignorado, negligenciado, substituído. Alguns casais, por exemplo, substituem o amor pela incompreensão. Outros o substituem pela ira, raiva, ódio. Outros desistem de restaurar o amor. Quando ignorado e substituído, ele acaba deixando de existir para o casal. O que o casal precisa é começar a tratar novamente a relação como a uma criança que precisa de muitos cuidados. Isso trará oxigênio e força suficiente para que o amor desabroche novamente. Esse deve ser o caminho a ser seguido pelos casais que tem achado que o amor está meio “morto” no casamento. A má notícia é que não será fácil. Mas a boa notícia é que, uma vez que o casal se dedique a isso, terá novamente em sua relação aqueles momentos memoráveis do início do relacionamento, e isso qualquer casal quer, não é verdade? Por que não, então, lutar para que o amor seja renovado e reapareça firme e forte? O que é preciso é vontade e dedicação dos dois. Será como fazer um grande plantio. É árduo, não se vê os frutos no momento que se planta. Porém, quando chega a época da colheita todos se alegram em ver os frutos!

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta
- See more at: https://www.esbocandoideias.com/2015/10/e-possivel-o-amor-acabar-dentro-de-um-casamento-vindo-de-deus.html#sthash.fzNAGD4a.dpuf


quarta-feira, 15 de março de 2017

Por que Deus muda nomes?

Por que Deus muda o nome de pessoas na Bíblia?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

Você Pergunta: Eu sempre tive uma curiosidade de saber por que em muitos momentos Deus muda o nome de pessoas na Bíblia? Digo isso porque uma mudança de nome não é algo tão simples, implica muitas coisas, não é verdade? Qual seria o objetivo dessas mudanças de nomes que vemos na Bíblia?
Caro leitor, temos várias vezes mencionado na Bíblia essas mudanças de nome. Em algumas vezes podemos observar que o próprio Deus é quem muda o nome de algumas pessoas. Em outras vezes observamos que são pessoas que mudam os nomes das outras e até mesmo a própria pessoa prefere ser chamada por outro nome. Vejamos algumas informações importantes sobre isso.
- See more at: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/por-que-deus-muda-nomes-de-pessoas.html#sthash.EjiddAtL.dpuf

A importância do nome na Bíblia

(1) Quando estudamos a Bíblia precisamos entender que as histórias ali contadas estão dentro de culturas bem diferentes das nossas. Dentro da cultura antiga, principalmente da cultura judaica, o nome era algo extremamente importante e significativo na vida da pessoa, da família e da sociedade. Ele não era apenas algo que nomeava uma pessoa e a diferenciava das demais. Os nomes podiam representar, por exemplo, situações em que uma pessoa ou parente passava. Veja o nome que Moisés dá ao seu filho quando estava fugido do Egito por ter sido jurado de morte pelo Faraó: “a qual deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse: Sou peregrino em terra estranha” (Êxodo 2:22). O nome desse filho de Moisés retrata que naquele momento Moisés era um estrangeiro em outras terras. Veja, por exemplo, um dos filhos de Abraão com Lia: “De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o SENHOR. E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz” (Gênesis 29:35). Judá significa “louvado”.
Ou, às vezes, o nome representava homenagens a Deus ou características Dele que os pais queriam enaltecer. Alguns nomes bíblicos, por exemplo, têm significados interessantes: Rafael (Deus cura), Ezequiel (Deus fortalece), Emanuel (Deus conosco), Miguel (Aquele que é semelhante a Deus), etc.

Por que Deus mudou o nome de pessoas na Bíblia?

(2) Uma das coisas interessantes que observamos é que geralmente, quando Deus muda nomes de pessoas na Bíblia, é com o objetivo de apontar para mudanças na vida daquela pessoa ou no futuro dela. Podemos ver, por exemplo, que Deus muda o nome de Abrão para Abraão. Abrão significa algo como “antepassado famoso” (uma referência a alguém do passado dele) e Abraão significa “pai de uma multidão” (uma referência a promessa de Deus de fazer dele uma grande nação). Também temos a mudança do nome de Jacó (Aquele que segura o calcanhar) para Israel (O que luta com Deus). Temos também várias outras mudanças de nomes na Bíblia: Sara para Sarai (Gênesis 17:15-16). Simão para Pedro (Mateus 16:16-18). Oseias para Josué (Números 13:16).

(3) Em outros casos, Deus não mudou nomes, mas Ele mesmo atribuiu nomes a pessoas que nasciam. Veja o caso de Jesus, onde o próprio Deus orientou José sobre qual nome deveria ter o menino: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21). Jesus significa “Jeová é salvação”. Ou quando Ele disse que o primo de Jesus, deveria se chamar João: “Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João” (Lucas 1:13).

Por que pessoas mudavam os nomes de outras?

(4) Não é somente Deus que muda nomes na Bíblia. Temos também o relato de outras mudanças de nomes, feitas por autoridades. Veja, por exemplo, que o nome de Daniel, Hananias, Misael e Azarias é mudado pelo chefe dos eunucos na Babilônia, onde eles se encontravam cativos: “O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego” (Daniel 1:7). Geralmente essas mudanças serviam para retratar a nova vida da pessoa, ou para demonstrar poder de uma cultura sobre a outra, no caso da cultura babilônica sobre a cultura judaica, que tinha muitos nomes exaltando o Senhor e, claro, não agradava os babilônicos que adoravam a diversos deuses.
(5) Temos ainda o uso de nomes diferentes do de “batismo” por escolha da própria pessoa. Por exemplo, Saulo, que era um nome de origem hebraica e que apontava para o passado de Paulo como perseguidor da igreja de Cristo, foi sendo menos usado por ele, que preferiu usar o nome “Paulo”, um nome mais comum entre os gentios“Todavia, Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, disse…” (Atos 13:9).
(6) Para finalizar, ainda sobre a questão de Deus e os nomes, temos Deus dando nomes um tanto estranhos para crianças para fazer do nome delas algo profético, enviando uma mensagem para as pessoas. Por exemplo, veja o nome que Deus manda que Isaías coloque em um de seus filhos: “Fui ter com a profetisa; ela concebeu e deu à luz um filho. Então, me disse o SENHOR: Põe-lhe o nome de Rápido-Despojo-Presa-Segura” (Isaías 8:3). Veja ainda o nome que Deus manda que Oseias coloque em uma de suas filhas: “Tornou ela a conceber e deu à luz uma filha. Disse o SENHOR a Oseias: Põe-lhe o nome de Desfavorecida, porque eu não mais tornarei a favorecer a casa de Israel, para lhe perdoar” (Oseias 1:6).
- See more at: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/por-que-deus-muda-nomes-de-pessoas.html#sthash.EjiddAtL.dpuf

segunda-feira, 13 de março de 2017

O derramar do Espírito

Derramarei do meu Espírito sobre todos os povos

E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Joel 2:28

E, depois disso

Algumas versões começam o terceiro capítulo com este versículo; E, de fato, o assunto que é iniciado aqui é de natureza tão diferente do que precede, que parece evidente que um novo capítulo deve ser iniciado aqui.
O rabino judeu Kimchi diz aqui que a expressão depois significa o mesmo que nos últimos dias, (Isaías 2:2), e que sempre que as palavras ocorrem, denotam os tempos do Messias;
Esta é uma profecia relacionada aos dias de Cristo, um descritivo do evento que é predito por Isaías 11:9, “A terra será cheia do conhecimento do Senhor.”
Pedro referencia essa passagem logo após o acontecimento do Pentecostes: Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Atos 2:17

Derramarei do meu Espírito

Em dons extraordinários aos Apóstolos e primeiros pregadores do evangelho, e em graça e poder a todos os cristãos.
Paulo enfatiza: Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? 1 Coríntios 3:16
No Antigo Testamento, é possível notar a ação do Espírito Santo de forma pontual, como por exemplo quando Sansão é dotado de força extraordinária, porém a profecia refere-se a um tempo de derramar abundante e sobrenatural do Espírito.

Sobre todos os povos ou sobre toda a carne

Antigamente, esses dons eram confinados a uma nação em particular, Israel, mas agora esse derramar do Espírito seria estendido para aqueles de todas as nações que se aplicam a Deus por meio da fé no Messias.
A abundante efusão do Espírito Santo é muitas vezes representada pelos profetas comparada com o derramamento das águas sobre o solo sedento, e assim torná-lo fecundo.
Que esta profecia foi em grande medida cumprida nos dias dos apóstolos e dos primeiros mensageiros do Senhor Jesus, temos provas abundantes em Atos dos Apóstolos e nas epístolas do Novo Testamento.
Não precisamos, contudo, limitar esta profecia àqueles primeiros tempos, mas, como muitas profecias têm seu cumprimento gradual, podemos entender isso como implicando que haverá outra efusão notável do Espírito Santo sobre os judeus, a fim de sua conversão nos últimos tempos.

E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão

O dom da profecia foi concedido a algumas mulheres sob o Antigo Testamento, como sobre Miriã, Êxodo 15:20 ; Em Debora, Juízes 4:14 ; E Hulda, 2 Reis 22:14 .
Mas esse dom foi conferido com mais frequência as mulheres nos tempos do Novo Testamento. Assim, lemos sobre quatro filhas de Felipe, o Evangelista, que profetizaram, Atos 21:9; E a história da igreja nos dá vários outros exemplos; Como Perpétua e Felicitas, mártires da fé cristã; Potamiena, mencionado por Eusébio, lib. 4. cap. 5, e outras.

Seus velhos terão sonhos

Sonhos divinos, quer lhes transmitam o conhecimento dos acontecimentos futuros, ou descobrindo-lhes a vontade de Deus em outros aspectos.
Assim como a profecia mencionada anteriormente, os sonhos e visões em maior escala já é um resultado imediato do derramar abundante do Espírito.
Deus frequentemente fez saber a sua vontade aos patriarcas e profetas, através de sonhos, enquanto eles estavam adormecidos, com as coisas que Ele pretendia comunicar; Às vezes diretamente, sem qualquer simbologia como a Salomão e outros.
Outras vezes sob simbologias e imagens, que podem ser uma visão e sonho misturados, como no caso de Faraó, José, Daniel e outros.

Os vossos jovens terão visões

Em visões, distinto dos sonhos, a pessoa inspirada estava acordada, mas seus sentidos externos estavam ligados e, por assim dizer, colocados em transe (ver Números 24:4), a pessoa passa a ter conhecimento distinto das coisas reveladas, e que, às vezes é acompanhado de representações externas.
Tal era a visão de São Pedro, mencionada em Atos 10:11. E, desta forma, João parece ter recebido todas as suas revelações do Apocalipse.
Quanto a distinção de visões que se aplicam a jovens, e sonhos a velhos, alguns observaram que a imaginação é mais forte nos jovens que nos velhos; De modo que seus sentidos não precisam ser ligados com o sono, a fim de torná-los capazes de receber visões celestiais.
Fonte: Comentário de Benson
https://bibliacomentada.com.br/index.php/derramarei-do-meu-espirito-sobre-todos-os-povos/