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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Como confiar em um Deus que permite que eu sofra?

Como confiar em um Deus que permite que eu sofra?
Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta 
Você Pergunta: Já faz um bom tempo que tenho tido alguns sofrimentos em minha vida, principalmente na área financeira. Sempre busco a Deus pedindo que me liberte desse sofrimento, mas nada acontece. Estou desanimada, como posso manter a minha fé em Deus se Ele permite que eu sofra? Ele é o todo poderoso, poderia acabar com meu sofrimento agora mesmo! Por que não faz isso?
Cara leitora, a palavra mais forte do seu depoimento é sofrimento. Uma palavra que deixa qualquer ser humano de cabelo em pé. Isso porque amamos os prazeres e as sensações que nos trazem o máximo de bem estar possível. Costumamos rejeitar grande parte dos sofrimentos que passamos na vida e taxá-los de algo ruim, de algo que não pode vir de um Deus bom. Inclusive, costumamos associar as bênçãos de Deus apenas com coisas que achamos “boas” ou “prazerosas” para nós, ou seja, que não nos tragam qualquer tipo de sofrimento.
Como confiar em um Deus que permite que eu sofra?
Logo, pela lógica humana, é bem estranho confiar em um Deus que permite que eu sofra estando em Suas mãos o proporcionar aquilo que me agrada! Daí surge a questão: como posso ter fé em um Deus que me permite sofrer? Como sempre a Bíblia coloca as questões nos seus devidos lugares. Vejamos juntos:
(1) Na Bíblia vemos narrados diversos tipos de sofrimentos passados tanto por ímpios quanto pelo próprio povo de Deus. As causas mais comuns apresentadas pela Bíblia são a justiça de Deus sobre povos ímpios, a correção de Deus sobre seu povo quando este está desviado do Seu caminho e o ensino de Deus para o crescimento dos Seus servos. Ou seja, vemos claramente que o sofrimento nunca é apresentado na Bíblia como um capricho de Deus para com os homens. O sofrimento sempre tem motivo e objetivo, logo, não podemos olhar para o sofrimento apenas com um olhar de maldição como se ele fosse algo que não pudesse existir na vida daqueles que têm fé em Deus, como se ele fosse incompatível com as bênçãos de Deus.
-(2) Falando mais especificamente sobre o sofrimento na vida dos servos de Deus (que é o seu caso), vemos se repetir muito na Bíblia um título muito importante atribuído a Deus: Pai. Esse título diz muito. Isso porque o pai (terreno) tem a função principal (e mais difícil) de educar, de edificar o filho inexperiente e torná-lo uma pessoa de bem (pelo menos é isso que se espera). Para realizar tal tarefa o pai precisará dizer muitos nãos ao filho, precisará discipliná-lo quando este agir erroneamente, precisará cobrar dele atitudes corretas, etc. Precisará ser pai. Tudo isso certamente trará sofrimentos ao filho, isso é fato, pois o filho deseja em seu coração receber somente aquilo que gosta do pai. Mas se o pai der ao filho somente o que ele gosta não cumprirá sua missão para com o filho, antes, criará um monstro. Deus é o nosso Pai maior, por isso, não criará monstros, antes nos dará aquilo que precisamos para crescermos, ainda que isso nos traga sofrimentos. Veja o que a Bíblia diz: “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” (Hb 12. 7)
(3) A grande chave para lidar com o sofrimento é como o encaramos. Se o encararmos sendo algo que vem de Deus (nosso Pai) com algum propósito, certamente conseguiremos extrair do sofrimento algo de valor, exatamente o que Deus deseja que extraiamos, conforme nos ensina a Palavra: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” (Hb 12.11).
(4) Não podemos negar que algumas vezes sofremos sem compreender muito bem o porquê daquele sofrimento. Foi o caso de Jó, que é descrito como sendo um homem íntegro e reto e que em nossa visão não mereceria o sofrimento que viveu. O que chama a atenção é que Jó não blasfemou contra Deus mesmo em meio a um sofrimento ímpar, e ao final de todo o terrível sofrimento que passou, vemos que ele declara certa compreensão do que aprendeu com todo aquele sofrimento, ainda que não soubesse os reais motivos: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.” (Jó 42. 5). Jó aprendeu algo. Tirou algo de positivo do seu sofrimento. Essa é a forma bíblica de passar pelo sofrimento, mesmo aqueles que não compreendamos bem.
(5) Assim, concluo que é essencial termos fé no Deus que permite que soframos. Essa fé nos levará a compreender e atingir o objetivo de Deus em nosso sofrimento. E essa atitude é louvada na Bíblia, conforme vemos em Isaías 26.16: “SENHOR, na angústia te buscaram; vindo sobre eles a tua correção, derramaram as suas orações.”. Revoltar-se contra Deus e permitir que a nossa fé se esfrie só trará mais sofrimentos, o que ninguém deseja, nem o Pai. Ao contrário, o sofrimento deve nos fazer mais fortes conforme bem observou Paulo: Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2Co 12. 10).
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Pode o cristão entrar na justiça contra alguém ?

É errado um cristão entrar na justiça para cobrar os seus direitos?

Postado por Presbítero André Sanchez


Você Pergunta: Graça e paz. Tenho um filho do meu primeiro casamento, quando ainda não conhecia Jesus. Naquele tempo me divorciei do meu marido. O pai do menino não honra o compromisso dele, não paga a pensão, e eu tenho passado por muitas dificuldades por causa disso. Estou pensando em entrar na justiça para regularizar isso, mas fico preocupada se isso é bíblico e agrada a Deus. É errado um cristão entrar na justiça contra alguém para cobrar os seus direitos?
Cara leitora, creio que poderei te ajudar dando uma resposta bíblica que te dê segurança para tomar a melhor atitude nesse caso. Vamos analisar juntos algumas questões importantes:

Em primeiro lugar, o ideal seria que conseguíssemos resolver todas as questões pelo diálogo, onde cada um respeitasse o direito do outro e cumprisse o seu papel, sem que houvesse a necessidade de advogados, juízes e sistema judicial para isso. Porém, sabemos que nem sempre isso acontece, pois, a injustiça faz parte do coração pecaminoso do ser humano. Daí a necessidade de leis para organizar questões importantes para que cada um faça a sua parte e respeite os direitos do outro.
Mas sabemos que nem mesmo existindo leis que devem ser cumpridas, algumas pessoas respeitam. Por isso existe um sistema judiciário para julgar os entraves que acontecem quando alguém sente que teve seu direito ferido e para punir aquele que viola as leis estabelecidas.
m segundo lugar, vamos avaliar algumas questões bíblicas sobre o assunto. Alguns usam o texto de 1 Coríntios 6:1-11 para proibir qualquer cristão entrar na justiça contra alguém. Principalmente este verso: “Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! (1 Coríntios 6:5-6).
Porém, nesse texto Paulo está trabalhando o fato de irmãos da igreja entrarem na justiça para resolverem problemas que poderiam ser resolvidos dentro da igreja de forma amigável. Paulo considerava esse fato uma derrota para igreja (v.7). Nesse texto Paulo não está proibindo a luta por direitos na justiça, mas lamentando o fato de irmãos da própria comunidade apelarem para tribunais de incrédulos para julgarem desentendimentos na igreja, quando deveriam fazer isso internamente na igreja.
Um caso interessante que vemos na Bíblia foi quando o próprio apóstolo Paulo estava sendo acusado pelos judeus, que queriam matá-lo, armando-lhe ciladas (Atos 25.3-4). Paulo estava ciente de sua inocência (Atos 25.8). Apesar de nenhuma das autoridades que julgaram a Paulo acharem nele crime algum, Paulo “bateu o pé” e quis ser enviado a Roma para que seu caso fosse apreciado por César (Atos 26:32). O que vemos aqui é Paulo lutando pelos seus direitos e usando a lei da época para que seus direitos fossem respeitados diante daqueles que estavam injustiçando-o.
Assim, cara leitora, vejo que em seu caso, caso tenha esgotado as possibilidades de diálogo e seu ex-marido permaneça não cumprindo o que a lei diz em relação a pensão alimentícia, entre sim na justiça, pois é direito de seu filho, é legal e não tem nenhum mandamento bíblico que proíba você de exercer sua cidadania e fazer valer os seus direitos e, principalmente, os de seu filho.
O cristão entrar na justiça para buscar seus direitos é algo totalmente licito. Evidentemente que a orientação de Paulo sobre irmãos em Cristo que vão a tribunais um contra o outro deve ser considerada e pensada, pois os discípulos de Cristo foram chamados a viver como pacificadores. Fora isso, temos total liberdade de fazer valer os nossos direitos na justiça quando são violados.
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Existe um anjo da morte na Bíblia?

Existe um anjo da morte na Bíblia que leva as pessoas à morte? 

Postado por Presbítero André Sanchez

Existe um anjo da morte na Bíblia?

(1) Na realidade, a Bíblia não menciona que exista um anjo da morte, ou seja, um anjo que traga a morte para todas as pessoas de forma específica, ou seja, um anjo que tenha a única função de tirar a vida de todas as pessoas em algum momento. Algumas culturas antigas acreditavam que anjos acompanhavam as pessoas em vida (anjo da guarda) e que haviam anjos que acompanhavam as pessoas em sua morte, ou seja, que vinham especificamente para fazer a “passagem” da pessoa para o além vida. Existem centenas de lendas a respeito disso. No entanto, todos esses pensamentos não são bíblicos.
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(2) Na Bíblia, os anjos são servos especiais de Deus e desempenham funções especiais a mando do Senhor. Algumas vezes essas funções são funções abençoadoras para as pessoas: “Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado” (Êxodo 23:20). Mas em alguns momentos os anjos também desempenham funções de aplicação da justiça de Deus em punições: “Então, enviou o SENHOR a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo que determinou; e, de Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo. Estendendo, pois, o Anjo do SENHOR a mão sobre Jerusalém, para a destruir, arrependeu-se o SENHOR do mal e disse ao Anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, retira a mão. O Anjo estava junto à eira de Araúna, o jebuseu” (2 Samuel 24:15-16).
(3) A Bíblia também cita anjos levando a morte de forma punitiva a inimigos do povo de Israel. Nesse caso, não seria um anjo da morte específico só para levar a morte, mas um anjo mandado por Deus para levar a morte naquele momento específico como forma de cumprimento do julgamento e condenação de Deus àquelas pessoas. Temos um caso na Bíblia, por exemplo, do exército assírio, que, de forma ultrajante, zombou do Senhor Deus e foi ferido por um anjo: “Então, naquela mesma noite, saiu o Anjo do SENHOR e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram os restantes pela manhã, eis que todos estes eram cadáveres” (2 Reis 19:35).

O anjo da morte tem poder de tirar vidas?

(4) Nossa análise dos textos bíblicos nos mostra que anjos não têm poder em si mesmos de dar ou tirar a vida, antes, somente através do mandado de Deus é que eles cumprem aquilo que o Senhor designar a eles. Portanto, aqueles anjos que eram designados na Bíblia para tirar a vida de pessoas e que algumas pessoas chamam de anjos da morte, na realidade, são apenas anjos de Deus cumprindo a missão dada a eles naquele momento de tirar vidas ou aplicar severas punições a mando do Senhor que é o dono de todas as vidas e o juiz supremo: “O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo” (Apocalipse 16:8).
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